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21 de outubro 2017

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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

LANÇAMENTO DE LIVRO

"Sociabilidades e Marginalidades em Espinho" de Armando Bouçon

Trata-se de uma dissertação no âmbito da História da Cultura e das Mentalidades, que procura
explicar o nascimento de práticas sociais e culturais e, também, de práticas marginais, em Espinho, num período compreendido entre 1889 e 1915. Refere-se a uma época particularmente intensa e rica do ponto de vista das vivências sociais, que transformou a praia de Espinho numa estância balnear cosmopolita ao nível de outras estâncias balneares nacionais e internacionais como o Monte Estoril, Granja, Figueira da Foz, Póvoa de Varzim, Brighton, Biarritz, Dieppe, Nice, Cannes, Monte Carlo e Sète.
“Se o período da manhã era especialmente dedicado aos banhos, a parte da tarde incluía opções mais variadas. Dava-se início à chamada “praia lúdica” na qual os divertimentos ao ar livre e os contactos sociais eram práticas privilegiadas.
Com o princípio da noite, a Praia assumia o seu carácter pleno de diversão e prazer. Os veraneantes podiam optar pela ida a um café, onde assistiam a um concerto pelos vários quartetos, quintetos ou sextetos espanhóis que todos os anos actuavam nesta estância.
Nos salões da Assembleia Recreativa não faltavam as “soirées” e os “cotillons” para as classes mais favorecidas. As sessões do animatógrafo, e mais tarde dos cinematógrafos, decorriam com lotações esgotadas. Para aqueles que gostavam de teatro e de música clássica, a direcção do Teatro Aliança (e não só) esforçava-se por apresentar as melhores companhias portuguesas. Os casinos e as casas de toleradas enchiam-se de vilegiaturistas oriundos de todos os estratos da sociedade e ao contrário de outras estâncias balneares mais selectivas e elitistas, a democraticidade de Espinho-Praia sempre se impôs e ainda hoje é um apanágio da cidade de Espinho.
O cosmopolitismo fazia-se sentir em todos os locais da estância balnear e a língua de Cervantes ouvia-se em todos os recantos da Praia. Espinho, a viver os seus melhores anos, abria-se à modernidade e foi precoce em algumas práticas sociais e culturais.”

Biografia do autor
Armando Manuel Barge Bouçon Ribeiro nasceu em 1961, em Espinho.
Mestre em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto com a dissertação “Sociabilidades e Marginalidades em Espinho: práticas sociais, culturais e associativas (1889-1915) ”.
Em 1998 concluiu a Licenciatura em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
A partir do ano 2000 dedicou-se à investigação em história local e dirigiu o Gabinete de História da Câmara Municipal de Espinho onde concebeu, produziu, realizou e promoveu exposições, cursos, conferências, encontros e edições sobre a História de Espinho.
Entre 2006 e 2010 foi professor do Ensino Superior e formador na área da cultura e do turismo.
Trabalhou na concepção e museografia do projecto de instalação das exposições permanentes do Museu Municipal de Espinho, inaugurado em 2009, acumulando na actualidade as funções de director do Museu e responsável dos Serviços de Cultura e Museologia da Câmara Municipal de Espinho.
Tem artigos publicados em publicações nacionais e estrangeiras e participou em encontros, seminários e congressos de história local com a apresentação de artigos e comunicações. É coorientador de dissertações de mestrado na área da história e do património cultural.